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Crise Financeira: Como Enfrentar

Introdução

Os momentos de desaceleração da economia podem ocorrer de forma inesperada, 2020 é um grande exemplo disso, a crise financeira causada pelo coronavírus. Com isso, milhares de pessoas perdem seus empregos, diversas empresas encerram suas atividade e tanto o nível de renda, como o consumo da população são reduzidos.

Além disso, alguns fatores são inerentes ao ser humano, por exemplo, um micro empreendedor não tem controle direto sobre o índice de chuvas em sua região, algo que pode acometer os resultados de sua empresa, dependendo do seu modelo de negócios. Sendo assim, algumas medidas e prevenções podem ser tomadas, tanto por parte de pessoa física quanto pessoa jurídica, com o intuito de amenizar esses impactos.

Esteja sempre preparado

A partir do momento que as grandes recessões podem acontecer por motivos exógenos às nossas escolhas, é fundamental que todos se preparem para esses momentos que ocorrem inevitavelmente e inesperadamente. Ademais, os impactos da crise financeira são mais intensos em pequenos negócios, pois estão mais vulneráveis a essas condições. Ou seja, não apresentam um público suficiente que gere caixa ao empreendimento e não demonstram recursos suficientes para sua manutenção.

É de extrema importância que todos os departamentos de um negócio estejam com condições necessárias para o enfrentamento de situações delicadas, independente da intensidade dessas. Para isso, há uma série de protocolos e providências que são capazes de auxiliar os empresários nesses contextos.

Compreensão do momento

O primeiro passo, tendo em vista que uma crise financeira se aproxima ou foi iniciada, é alocar recurso de capital humano para a compreensão da causa raíz do momento vivenciado. Quais serão os principais impactos desse e quais setores sofrerão com maior grau de intensidade.

A partir disso, será possível traçar estratégias de posicionamento direcionadas ao contexto e detalhadas dependendo do tipo da recessão. Isso ocorre, pois apesar de todas essas situações terem impactos negativos nos negócios, as crises financeiras se diferenciam. Elas podem ser uma recessão, ou seja, momentos relativamente curtos com queda no nível de produção nacional. Produto Interno Bruto, por dois trimestres consecutivos, onde há aumento do desemprego, diminuição nas taxas de lucro e investimentos.

Também podem ser enquadradas como depressões. Ou seja, uma crise financeira duradoura, as quais costumam causar forte redução da atividade econômica, inúmeras falências, grandes quedas na produção, bem como nos investimentos e aumento intenso das taxas de desemprego. Sendo assim, o posicionamento estratégico de sua companhia depende da situação e do abalo proporcionado em cada mercado específico.

Capital de Giro

A primeira indicação de precaução para negócios que almejam se prevenir dos riscos e ameaças causadas por uma crise financeira é a formação de um capital de giro. O capital de giro é o dinheiro suficiente para bancar a continuidade de funcionamento da empresa mensalmente, basicamente é a junção dos custos e despesas fixas do empreendimento de cada mês.

Essa reserva é fundamental para o enfrentamento de momentos atípicos e garantir sobrevivência do negócio e dos colaboradores, garantindo a saúde financeira. Além disso, assegura pontos como a manutenção de estoques, que irá garantir o pagamento de fornecedores, funcionários, impostos e outros custos operacionais da companhia. O seu cálculo é realizado por meio da soma dos custos fixos, ou seja, os custos que não dependem do nível de atividade da instituição.

Dessa forma, são os gastos que não se alteram em relação à quantidade produzida ou vendida de bens e serviços ofertados. Eles se diferem dos custos variáveis que variam conforme o volume de vendas ou produção da organização. Para ficar mais claro, aqui estão alguns exemplos de custos fixos: aluguel de uma máquina que produz peças, salário de uma secretária que não apresenta comissões ou bônus e pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de um espaço.

Portanto, entidades que acumulam e propiciam um capital de giro possuem chances extremamente mais altas de superar uma crise financeira ou um evento atípico inesperado, sendo fundamental para quaisquer negócios.

Gestão de Gastos

Outro procedimento, julgado imprescindível para negócios que desejam ter controle financeiro e se prevenir de uma crise financeira,  é a gestão de gastos da organização. Esse trabalho é realizado por meio de averiguação de quais são todos os gastos do negócio e separação por áreas. Por exemplo, gastos com salários, gastos com espaço, custos com limpeza, custos indiretos, despesas administrativas e outros.

A partir disso, é possível ter ciência da origem das maiores fontes de gastos da empresa e assim, traçar planos de ação para solucioná-los, propondo alternativas para esses. Um exemplo disso seria uma firma que avalia por meio de análises financeiras que os custos com remunerações de colaboradores estão altas, sobretudo, com o contador. Logo, é viável discutir-se a respeito da contratação de um contador virtual que está em crescente nos mercados digitais e apresenta custos extremamente reduzidos.

Outra ideia seria a substituição da conta corrente em bancos presenciais para bancos digitais, pois esses têm taxas administrativas nulas ou baixas comparadas às grandes instituições tradicionais. Sendo assim, o controle de gastos é fundamental para propiciar as informações necessárias sobre a rentabilidade e o desempenho de uma companhia. Ademais, essa gestão permite a melhora do planejamento, controle e desenvolvimento da área financeira e das operações da empresa, impactando positivamente quando realizada com excelência.

Gestão Ágil e Adaptável

A gestão ágil de negócios, também, é capaz de auxiliar na preparação e no enfrentamento de uma crise financeira. Isso ocorre, pois esse tipo de organização propõe alto nível de transparência, comunicação e resolução de problemas, propiciando que o ambiente que vive a experiência seja hábil de superar situações inesperadas e de mudanças repentinas.

Esse tipo de gerenciamento é altamente moderno e busca compreender profundamente o nível de satisfação dos clientes. Além de propor feedbacks e avaliações constantes por meio desses, propiciando serviços e produtos que estão em constante aperfeiçoamento.

Benefícios Desse Modelo

Os principais benefícios dessa capacidade de adaptabilidade são: a criação de um ambiente menos hierarquizado e de rápida resposta, incentivo da comunicação transparente entre os funcionários e os clientes e proporcionar entregas contínuas que garantem um produto final que atende às necessidades e expectativas dos clientes.

Dessa forma, há a diminuição da burocracia dos processos. Por exemplo, um projeto não necessita de uma aprovação tardia da diretoria de uma empresa e da submissão de cargos, funcionários da base da pirâmide hierárquica tendem a se sentir mais imprescindíveis no trabalho realizado. Para a realização desse tipo de metodologia, deve-se cumprir alguns requisitos de funcionamento:

  1. Aceite bem as mudanças: esteja sempre ao lado do seu cliente, buscando compreendê-lo cada vez mais, saber sua jornada e seus sentimentos ao encontrar o seu negócio. Ademais, priorize as tarefas da firma estimando o esforço de cada uma, pois dedicação não é sinônimo de produtividade e  resultado.
  2. Entregas contínuas: isso acontece por meio de produção em ciclos curtos com feedbacks constantes, resultados a curto prazo e assim, há redução do risco do resultado ser obsoleto.
  3. Times auto-organizados: ocorre estímulo do sentimento de dono do negócio aos colaboradores, facilita a organização e aumenta as chances de desenvolvimento dos profissionais que compõem equipes motivadas e empoderadas.
  4. Refletir e Ajustar: é fundamental que ocorra revisão dos processos, reuniões constantes de avaliações dos resultados e assim, propicia um ambiente de melhoria contínua.

Sendo assim, essa forma de gestão possibilita que uma organização seja adaptável às mudanças globais e busque oferecer um produto ou serviço que atenda às dores de seus clientes e esteja em aprimoramento contínuo.

Planejamento Financeiro

O último ponto a ser retratado é uma reunião dos pontos abordados, ou seja, ele reúne a criação de uma reserva de emergência, a revisão dos gastos do negócio e a compreensão do contexto vivenciado. O planejamento financeiro é essencial para haver um controle rigoroso das contas de um empreendimento. Pois é assim que proporciona um contexto favorável às tomadas de decisões estratégicas do negócio.

Ele serve como uma base de dados para futuras medidas de gestão. Assim, ele é realizado através da compreensão das entradas e saídas da firma, monitorando o faturamento, nível de vendas, altas despesas e custos presentes. Sendo assim, é possível compreender os pontos a serem melhorados na companhia. Por exemplo, se a precificação vigente dos produtos ou serviços é adequada ao mercado.

Além disso, a existência de um histórico de receita e volume de vendas auxilia essa etapa e, sucessivamente, a tomada de decisões. Entretanto, caso não haja base de dados, ainda é possível ter um plano de finanças que melhore a organização do negócio. Alguns instrumentos são os mais indicadas nesse trabalho, são elas: o fluxo de caixa e a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício).

Fluxo de Caixa

Fluxo de Caixa: é uma ferramenta de gestão financeira que demonstra quanto de capital está saindo e entrando na companhia mensalmente. Ele possibilita a revisão dos resultados do negócio, o valor percentual direcionado para cada centro de custos e compreender onde está concentrado os seus gastos mensais. Assim, o empresário é capaz de realizar comparações com empresas do mesmo setor, aumenta sua previsibilidade, revisando as oscilações ao longo do ano.

Além disso, é possível ter direcionamento dos resultados, ou seja, saber se haverá sobra ou falta de recursos, possibilitando decisões estratégicas diversas, dependendo da situação. Vale ressaltar que para o funcionamento desse instrumento, deve-se preencher diariamente a planilha de caixa que traz resultados ambiciosos.

Demonstração do Resultado do Exercício

A DRE é um documento financeiro que demonstra se o negócio obteve lucros ou prejuízos. Você pode realiza-la por meio da consideração do faturamento bruto, dos custos da mercadorias vendidas, despesas financeiras e administrativas e impostos sobre a venda. 

Logo, é fundamental realizar um planejamento financeiro que apresente os resultados do negócio. Propiciando a compreensão da entrada e saída de capital e possibilitando o posicionamento e a tomada de decisões de estratégia que guiam o rumo da companhia.

Conclusão

Portanto, é de fundamental importância que pequenos e médios negócios se planejem para uma futura crise financeira. Pois elas podem ocorrer a todo momento, são inerentes aos seres humanos, por muitas das vezes.

Para estar preparado para intensos impactos negativos na economia, deve-se compreender o momento e suas principais origens; formar uma reserva de emergência mensal que seja suficiente para a manutenção do empreendimento; revisar periodicamente os gastos e propor alternativas menos custosas; formar uma equipe ágil e capaz de se adaptar às mudanças inesperadas, por meio da descentralização organizacional e ter um profundo planejamento financeiro. Ou seja, entender perfeitamente a situação do negócio, as expectativas desse e, assim, alocar os recursos de maneira eficiente e rentável.

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